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Novembro Laranja: zumbido no ouvido tem causa e tratamento

Homem com a mão no ouvido, incomodado com zumbido no ouvido

Um chiado, um apito, um som de chuveiro ou de cigarra que só você escuta. Para muita gente, o zumbido no ouvido vira um "companheiro" do dia a dia e acaba sendo ignorado. Mas ele não deve ser tratado como algo normal.

O Novembro Laranja é uma campanha nacional de conscientização dedicada à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento do zumbido no ouvido (também chamado de tinnitus). O dia 11 de novembro é o Dia Nacional de Conscientização sobre o Zumbido. A proposta é chamar atenção para um sintoma comum, que afeta a qualidade de vida e merece investigação.

O que é o zumbido no ouvido?

Zumbido é a percepção de um som sem que exista uma fonte sonora externa. Ele pode aparecer em um ouvido, nos dois ou parecer vir "de dentro da cabeça". Pode ser contínuo ou ir e vir, mais baixo ou mais intenso.

Um ponto importante: o zumbido é um sintoma, e não uma doença. Ele é um sinal de que algo no sistema auditivo — ou fora dele, precisa ser avaliado. Por isso, o foco do tratamento é sempre descobrir a causa.

Como o zumbido pode ser percebido

Cada pessoa descreve o zumbido de um jeito. Os relatos mais comuns são:

  • apito ou som agudo;
  • chiado ou som de chuveiro;
  • som de cigarra ou de grilo;
  • som pulsátil, que acompanha as batidas do coração.

Essa descrição ajuda o especialista a direcionar a investigação, por isso vale prestar atenção em como e quando o som aparece.

Principais causas do zumbido

O zumbido pode ter várias origens, e muitas vezes mais de um fator está envolvido. Entre as causas mais conhecidas estão:

  • perda auditiva, inclusive a ligada ao envelhecimento;
  • exposição a ruído intenso, como fones de ouvido em volume alto, shows e ambientes de trabalho barulhentos;
  • acúmulo de cera no canal do ouvido;
  • infecções e inflamações do ouvido;
  • uso de alguns medicamentos que podem afetar a audição;
  • problemas na articulação da mandíbula (ATM) e tensão na região do pescoço;
  • alterações circulatórias e metabólicas, como pressão alta, diabetes e alterações da tireoide;
  • estresse, ansiedade e noites mal dormidas, que costumam piorar a percepção do zumbido.

Quando procurar um otorrinolaringologista

Todo zumbido que persiste merece uma avaliação. Mas alguns sinais pedem atenção ainda maior:

  • zumbido que aparece de repente, junto com perda súbita da audição. Nesse caso, procure atendimento o quanto antes;
  • zumbido em apenas um ouvido;
  • zumbido pulsátil, no ritmo do coração;
  • zumbido acompanhado de tontura, vertigem ou sensação de ouvido tapado;
  • zumbido que atrapalha o sono, a concentração ou o humor.
Zumbido não é "coisa da idade" nem algo com que você precisa aprender a conviver sem ajuda. Ele tem explicação e, na maioria das vezes, tem o que fazer.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa com uma conversa detalhada sobre o zumbido:

  • quando começou e como ele é;
  • se há perda de audição ou tontura;
  • uso de medicamentos e exposição a ruído;
  • hábitos de vida.

Em seguida, o otorrinolaringologista faz o exame físico dos ouvidos, do nariz e da garganta.

Na maioria dos casos, são pedidos exames de audição, como a audiometria. Dependendo da suspeita, outros exames podem ser indicados para investigar o ouvido interno, o equilíbrio ou a circulação. Como o zumbido muitas vezes está ligado ao labirinto, a experiência em otoneurologia faz diferença nessa investigação.

Zumbido tem tratamento?

Sim. O tratamento depende da causa e é sempre individualizado. Entre as possibilidades estão:

  • tratar a causa identificada, como uma infecção, o excesso de cera ou uma alteração metabólica;
  • reabilitação auditiva, com aparelhos auditivos quando há perda de audição;
  • terapia sonora, que usa sons de fundo para reduzir o incômodo do zumbido;
  • ajustes de hábitos, como cuidar do sono, controlar o estresse e rever o consumo de cafeína, álcool e cigarro;
  • acupuntura, como tratamento complementar, dentro de um plano definido pelo especialista.

O objetivo é diminuir o impacto do zumbido no dia a dia e devolver qualidade de vida ao paciente.

O olhar integrativo no cuidado do zumbido

Como o zumbido pode envolver ouvido, circulação, postura, sono e emoções, faz sentido olhar para o paciente como um todo. A Dra. Ana Laura Vargas une a otorrinolaringologia à acupuntura em uma abordagem integrativa. Primeiro, ela investiga a causa com cuidado. Depois, monta um tratamento personalizado, que pode combinar a medicina tradicional com recursos complementares.

Como prevenir o zumbido

Nem todo zumbido pode ser evitado, mas algumas atitudes protegem a sua audição:

  • mantenha os fones de ouvido em volume moderado e faça pausas;
  • use protetor auricular em ambientes muito barulhentos;
  • não use hastes flexíveis dentro do ouvido;
  • não tome medicamentos por conta própria;
  • cuide da pressão, da glicose e do sono;
  • faça avaliações auditivas periódicas, principalmente se já percebe alguma mudança na audição.

Conclusão

Neste Novembro Laranja, escute o seu ouvido. Se você convive com zumbido, este é um ótimo momento para dar o primeiro passo. Uma avaliação com o otorrinolaringologista ajuda a entender a origem do sintoma e a encontrar o tratamento mais adequado para você.

A Dra. Ana Laura Vargas atende em Jundiaí, na Clínica Dr. Carlos Basso, no bairro Anhangabaú, para adultos, crianças e idosos.

Dra. Ana Laura Vargas — Médica Otorrinolaringologista e Acupunturiatra

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